sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Ateísmo está relacionado ao autismo? Estudo aponta que sim






Pessoas com formas "suaves" de autismo tendem a ser ateístas, de acordo com um estudo controverso - e mais propensas a evitar religiões organizadas em geral.O estudo, que mirou os posts autistas em fóruns, focou em pessoas com um alto grau de autismo como Asperger.

O estudo, da Universidade de Boston, especula que o comportamento normal autista que tende 'a preferência por crenças lógicas' e uma descrença em metáforas e figuras de linguagem, poderia ser possível.

Os autores do estudo, Catherine Caldwell-Harris e Patrick MacNamara estudaram discussões de 192 postadores diferentes em um site autista. Eles também olharam um exame de 61 pessoas com alto grau de autismo, e grafaram contra os resultados do teste do Quiciente de Autismo (AQ).  Os resultados demonstraram que aqueles com alto AQtendiam mais a serem ateístas. No grupo dos indivíduos com alto grau de autismo, 26% foram ateus, comparados com 16% dos indivíduos 'neurotípicos'. Eles disseram que é o 'primeiro estudo sistemático das crenças religiosas de indivíduos autistas que têm inteligência normal ou quase-normal'.
O papel, 'investiga a proposta que diferenças individuais na crença refletem estilos de processamento cognitivo, com alto grau de autismo sendo um estilo extremo que predispõe à descrença'. Caroline Hattersley, chefe de informação, propaganda e advocacia na Sociedade Nacional Autista disse: 'o autismo afeta pessoas de todos os setores da sociedade e pessoas com autismo representam a gama completa decrenças religiosas e anti-religiosas.
'É importante que pessoas autistas tenham liberdade de tomar decisões sobre suas crenças e receber o apoio que precisam', disse Hattersley. Rajib Khan, escritor na Discover Magazine's 'Gene Expression' blog, escreveu 'Penso que surpreenderá muitas pessoas. Acrescentando, precisamos ser cautelosos em generalizações.''Isso não significa que grande proporção de ateus sejaautista de alto grau (penso que possam ser uma proporção maior entre a população geral)'.



Compartilhar:

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Adolescente incita a morte de cristãos na Bélgica


O vídeo de um minuto, gravado no centro da cidade de Verviers, Bélgica, mostra um jovem andando pela rua enquanto entoa uma oração. A cena poderia parecer corriqueira não fosse o fato de ele estar pedindo que todos os cristãos do mundo sejam mortos. Como foi falada em árabe, certamente não chamou atenção das pessoas que passavam por ele.
O material foi incialmente divulgado em 2 de agosto numa conta ‘jihadista’ do aplicativo Telegram, bastante utilizado pelos terroristas. Acabou vazando para a imprensa e desde então causa pânico entre a população belga, de maioria cristã.
Recentemente, o país viveu os horrores de umatentado no aeroporto e numa estação de metrô que deixou 35 mortos e centenas de feridos. Os ataques foram reivindicados pelo Estado Islâmico.
No vídeo, o homem pede a Allah para “aniquilar os odiosos cristãos”, chamados por ele de politeístas, por crerem numa trindade. Diz que é preciso “matar a todos” e que Alá não deve “poupar a vida de nenhum”.
Segundo o Instituto de Pesquisa do Oriente Médio (MEMRI), que monitora atividades terroristas e foi responsável por legendar o vídeo em inglês, o objetivo seria estimular novos ataques em solo belga. A identidade do rapaz não foi divulgada. Sabe-se que ele tem 15 anos e é filho do imã El Alami Amaouch, um radical que enfrenta um processo de deportação.
Theo Francken, Ministro de Asilo e Imigração da Bélgica diz que essa ameaça é levada “muito a sério”. Afirma que as autoridades federais estão no encalço do adolescente. Ele e o pai fazem parte de um grupo extremista que é monitorado pelas autoridades.
Em 2015, membros dessa célula terrorista de Verviers foram presos. Eles tinham como plano sequestrar uma autoridade política e decapitá-lo numa transmissão ao vivo pela internet. Com informações de Telegraph
Compartilhar:

Nigéria: cristãos condenam morte de 8 pessoas queimadas vivas por um caso de "blasfêmia"


Nigéria: cristãos condenam morte de 8 pessoas queimadas vivas por um caso de "blasfêmia"

Abuja (RV) – Permanece vivo na Nigéria o horror causado pela morte de oito pessoas queimadas vivas em uma casa na cidade de Zamfara, na Nigéria setentrional, por um grupo de muçulmanos que perseguiam um jovem estudante convertido ao cristianismo, acusado de blasfêmia contra o profeta Maomé.
Jovens cristãos da Nigéria: não à Sharia
Os fatos remontam à 22 de agosto: os agressores chegaram na casa onde o jovem havia sido acolhido depois de ter sido perseguido, colocando fogo na habitação com oito pessoas dentro.
As Igrejas cristãs no país condenaram com veemência o ataque. Em uma declaração da Associação Cristã da Nigéria (CAN), o Presidente da Comissão Jovem da organização, Daniel Kadzai, recordou a coexistência de duas orientações na Nigéria: a laica, da Constituição nigeriana, e a sharia, em vigor nos Estados setentrionais, de maioria muçulmana.
“O primado do direito – afirmou ele – não pode ser respeitado em um país em que reina um dualismo jurídico, que abre caminho para as perseguições contra os cristãos”.
“Enquanto o Governo se felicita pelos recentes sucessos na luta contra o terrorismo do Boko Haram – lamentou – é triste constatar que as forças de segurança são incapazes de perseguir e prender quem ataca os cristãos".
O pesar do Fórum dos Anciãos Cristãos da Nigéria
Profundo pesar pelo ocorrido foi expresso também pelo Fórum dos Anciãos Cristãos da Nigéria (NCEF), também membro do CAN, que denuncia a progressiva islamização do país.
Em uma nota, o Presidente Solomon Asemota, salienta como o Comitê para os serviços de informação e segurança, instituído recentemente pelo Presidente Muhammadu Buhari, seja formado quase que exclusivamente por muçulmanos.
Como são muçulmanos também, o próprio Chefe de Estado, os Ministros da Defesa e do Interior e os Chefes do Estado Maior do Exército e da Aeronáutica. Também na área da educação – denuncia o Presidente do Fórum – os postos-chave são ocupados por muçulmanos.
A Nigéria é um Estado laico
O NCEF rejeita, além disto, uma recente declaração do Sultão de Sokoto, As’ad Abubakar, uma das mais altas autoridades do Islã sunita do país, segundo o qual a Nigéria não é uma nação leiga, mas uma entidade multi-religiosa.
Na realidade  - é sublinhado – a Constituição nigeriana estabelece claramente que os Governos nacionais e estatais da Federação não podem, de nenhum modo, adotar uma religião como religião de Estado.
As declarações do Sultão Abubakar – observa a nota – parecem antes querer dizer que a Nigéria é composta por duas religiões, o islã e o cristianismo, “até que a muçulmana se torne, de fato, a religião oficial da Nigéria”.
(JE)
Compartilhar:

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Laudo aponta que jornalista é 'mitomaníaca', diz delegado de SP


Laudo aponta que jornalista é 'mitomaníaca', diz delegado de SP

Documento comprovaria que Patrícia Lelis mente compulsivamente.
Investigação deve pedir prisão dela por crimes contra assessor de Feliciano.

A Polícia Civil de São Paulo informou nesta sexta-feira (19) que tem laudo de uma psicóloga que revela que a jornalista e estudante de direito Patrícia Lelis, de 22 anos, é "mitomaníaca", ou seja, tem transtorno de personalidade que faz com que minta compulsivamente.Na quinta (18), a polícia indiciou Patrícia por denunciação caluniosa e extorsão no caso em que ela acusa Talma Bauer, assessor do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) de sequestro e cárcere privado num hotel na capital paulista, entre julho e agosto. Após concluir o inquérito, a investigação informou que vai pedir à Justiça a prisão preventiva da jornalista.
"Recebi documentos com laudo psicológico que diagnosticou a moça como 'mitomaníaca'. Possui mitomania", disse ao G1 o delegado Luiz Roberto Hellmeister, titular do 3º Distrito Policial (DP), na Santa Ifigênia, região central da capital paulista. "Ela é mentirosa compulsiva."

Patrícia também acusou Feliciano de ter tentado estuprá-la no apartamento dele em Brasília, em junho. Como o político tem foro privilegiado, esse caso é investigado pela polícia do Distrito Federal.
Veja abaixo imagens de documentos psicológicos feitos pelas autoridades de Brasília que tratam do comportamento e personalidade de Patrícia. O G1 teve acesso  às cópias dos exames:
Segundo o delegado, a polícia e Ministério Público (MP) do Distrito Federal pediram avaliação psicológica de tê-la estuprado diversas vezes em sua casa, quando ela era adolescente, sem que sua família soubesse.
"Ela acusava o homem de tê-la estuprado diversas vezes em sua casa quando tinha apenas 15 anos", disse o delegado. "Mas esse caso foi arquivado em Brasília por falta de provas."
Questionada pelo G1, a advogada de Patricia, Rebeca Novaes Aguiar, confirmou que uma psicóloga chegou a mencionar, em depoimento em Brasília, que sua cliente pudesse ter  "mitomania", mas não era uma análise conclusiva.
Segundo a advogada, essa psicóloga seria de uma igreja evangélica que Patrícia procurou após ter denunciado o caso de estupro quando era adolescente no Distrito Federal. "Foram duas sessões só", afirmou Rebeca. "Não existe no inquérito laudo técnico que demonstre que ela tenha mitomania."
Independentemente da posição da defesa de Patrícia, Hellmeister afirmou que irá anexar ao inquérito de São Paulo o que entende ser perfil psicológico da jornalista que demonstra que ela mente reiteradamente.
Procurado pela reportagem, o psiquiatra forense Guido Palomba explicou que a mitomania não tem cura, mas pode ser tratada. "Transtornos de personalidade são incuráveis. É uma perturbação de saúde mental", disse o especialista. "O que é possível é um tratamento psicopedagógico."
G1 teve acesso ao laudo que indica que jornalista teria mitomania (Foto: Reprodução)
Prisão
Apesar disso, Hellmeister afirmou que está convencido em pedir a prisão de Patrícia. "Ela representa risco à sociedade por mentir e causar danos a diversas pessoas". disse o delegado. "Fez a polícia investigar alguém por um crime que ela mesma sabe que não existiu."
As investigações começaram a partir de denúncia feita inicialmente por Patrícia. No dia 5 de agosto, a jornalista registrou boletim de ocorrência na delegacia contra Bauer, que chegou a ser detido e liberado após negar as acusações. Ela o acusou de mantê-la em cárcere privado num hotel, oferecido dinheiro e a ameaçado com uma arma para gravar vídeos nos quais inocenta Feliciano dos crimes sexuais que teria cometido contra ela.
No dia 7, Patrícia também registrou boletim de ocorrência, mas dessa vez na polícia em Brasília por abuso sexual contra o deputado. A denúncia da suposta tentativa de estupro havia sido divulgada antes na coluna Esplanada, do UOL, no dia 2. Esse caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, na Asa Sul.
O assédio sexual teria sido cometido por Feliciano no dia 15 de junho no apartamento funcional dele na capital federal. Patrícia ainda relatou que o parlamentar a agrediu e manteve em cárcere, lhe oferecendo R$ 15 mil mensais para ser sua amante. Proposta que a jornalista disse ter recusado.
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que é procuradora especial da Mulher no Senado, protocolou ofício junto ao MP do Distrito Federal pedindo investigação sobre Feliciano pela suposta tentativa de estupro. O PSC também criou uma comissão interna para apurar o caso.
Patrícia acusa assessor de parlamentar de tê-la sequestrado em São Paulo. Para delegado, ela mentiu sobre acusação (Foto: Reprodução / TV Globo)
Hotel
Segundo a polícia, além de depoimentos, gravações do hotel obtidas pela polícia levaram a investigação a desmentir a versão da jornalista de que foi sequestrada. Se somadas, as penas dos crimes de denunciação caluniosa e extorsão podem variar de seis a 20 anos de prisão.

O primeiro vídeo, registrado no fim da tarde de 30 de julho, mostra Bauer, e a Patrícia no lobby do hotel. Eles se abraçam na recepção. Nas outras imagens, feitas em 4 de agosto, a jovem aparece abraçada a um amigo no sofá na área comum do estabelecimento. Ao lado deles está o assessor de Feliciano falando ao celular.
O chefe de gabinete disse ainda que Patrícia cobrou dinheiro para gravar vídeos desmentindo a acusação de tentativa de assédio sexual que ela fez contra Feliciano. Bauer afirmou que pagou R$ 20 mil a Artur Mangabeira, que seria amigo dela. Segundo policiais, o assessor disse que não avisou Feliciano da suposta extorsão para preservá-lo.

O dinheiro foi apreendido pela polícia com Mangabeira, que será indiciado por extorsão, segundo o delegado. O G1 não conseguiu localizar o suspeito para comentar o assunto.
Rebeca, que atua na defesa de Patrícia ao lado do advogado Roberto da Gama Cidade, criticou a investigação da Polícia Civil de São Paulo. "Vamos mandar pedido para a Corregedoria afastar o delegado do caso para que outro assuma", disse a advogada, que soube de selfies postadas nas redes sociais por testemunhas ao lado de Hellmeister. "A investigação é totalmente parcial".
Procurado pelo G1, Hellmeister afirmou neste sábado (20) que a investigação é "transparente e imparcial".
Em vídeo, Feliciano nega acusações de assédio sexual contra militante do PSC (Foto: Reprodução/YouTube)
Interrogatório
Segundo Rebeca, o delegado não quis ouvir sua cliente na quinta-feira, quando se apresentou espontaneamente no 3º DP. "Ele disse: 'se for para ela falar o que já me disse, eu prefiro colocar aqui que ela vai falar só em juízo", disse a advogada, que criticou o indiciamento de Patrícia. "Foi precipitado porque não a ouviu".
Para Hellmeister, foi a jornalista que não quis responder ao interrogatório. "Ao final ela comentou que tudo o que disse anteriormente é verdade e que iria provar isso", falou o delegado, que, no entanto, não acredita na versão de Patrícia. Uma defesa anterior da jornalista negou que sua cliente tenha cometido extorsão.
Segundo o delegado, Patrícia também é investigada por ameaça depois de aparecer numa gravação, obtida pela polícia, ordenando que Bauer matasse um amigo dela. Bauer, que também é policial civil aposentado, e se recusou a obedecer Patrícia.
Em nota, Feliciano declarou que o indiciamento de Patrícia reafirma sua plena confiança na lisura das instituições públicas e da Justiça. "Boatos são boatos e nunca serão verdades! Seguimos confiantes de até o término das investigações", informa a nota.

Compartilhar:
Página inicial

Seguidores

Total de visualizações